sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Excelente Artigo, sobre como investir de forma racional*


Trend Following e as Perdas


È da natureza humana querer tudo o mais rápido possível. As pessoas que entram na bolsa tem a idéia de riqueza instantânea, raros são os que entendem que qualquer estratégia visa ganhos lineares acima de alguma média, que normalmente é uma operação sem risco a que sem tem acesso.

O mais interessante disso é que estas mesmas pessoas que entram na bolsa e acabam adotando estratégias Buy and Hold, acabam perdendo devido aos momentos de queda como o que estamos vendo em 2008 e acabam virando “investidores” de longo prazo, já que suas ações não valem nem perto do valor que eles pagaram, então só resta segurar e esperar a volta. Este tipo de abordagem é comum, muitos estão nesta situação, segurando ações que compraram com idéias de ganhos dadas por supostos analistas mas que hoje estão perdendo 50 / 60%.

No Trend Following usamos sempre um gerenciamento de risco associado a um gerenciamento de capital. Sempre temos Stops, nossas operações estão sempre associadas a limites máximos de perdas iniciais. Tendências são extremamente difíceis de achar antes delas ficarem evidentes. Olhar um gráfico e ver uma tendência é fácil, pegar aquela tendência é extremamente difícil e requer paciência, tanto que os Trend Followers são a minoria no mercado e vão continuar sendo. Poucos conseguem seguir as regras de sistemas Trend Followers de maneira disciplinada.

Devido a esta necessidade de se adotar os stops, nós estamos sempre sujeitos a perdas momentâneas, podemos ficar operando 1 ano inteiro e ter perdas ao longo de todo o período, muitos acham isso ruim, Imagine você aplicar dinheiro em uma estratégia que vem ganhando 50% AA nos últimos 10 anos e no primeiro mês você já perde 10%, no segundo mais 10%, você se assusta e muitos acham que é um absurdo e acabam tirando o dinheiro daquela estratégia. Isso mostra porque os Trend Followers são tão poucos no mundo. Paciência é a maior virtude de um Trend Follower. O índice de acerto médio de estratégias seguidoras de tendência não passa de 40%, de cada 10 trades que abrimos acertamos em media 4, e mesmo assim obtemos retornos inimagináveis nos mercados de alta e de baixa.

Não existe estratégia que só ganha, por mais que muitos digam que ganham sempre, e que acertam 80% das vezes usando analise gráfica ou sei lá o que, isso é mentira, assim como tem gente que acredita que dar dinheiro para uma igreja vai nos tornar uma pessoa melhor, algumas pessoas acham que podem entrar no mercado e ganhar muito dinheiro rápidamente.

Boas estratégias possuem perdas naturais (drawdown), estas perdas fazem o sistema ser viável e consistente. O drawdown médio dos grandes Trend Followers do mundo é de 35%, ou seja, você pode colocar 10mil hoje e ter 6500 amanha. Se você acha isso muito, você não esta pronto para ter os retornos almejados e adquiridos pro estratégias Trend Followers. Ser um Trend Follower é para poucos, aplicar dinheiro como Trend Followers também. Muitos aplicam dinheiro em fundos ou em estratégias que não entendem. Acho imprescindível entender bem o que está sendo feito com o seu dinheiro, como é o processo da estratégia. Assim como os fundos fundamentalistas devem dizer que eles só compram, sempre vão ficar comprados e que se o mercado cair e eles puderem, vão comprar mais, até o dinheiro acabar e se os clientes pedirem resgates maiores que a disponibilidade do fundo eles vão vender as ações e com isso vão gerar um “efeito manada” de venda como as que estamos vendo ao longo desta crise. Os Trend Followers devem alertar que as perdas existem e provavelmente ela acontecerão.

Muitos querem motivos para estas eventuais perdas, os fundamentalistas sempre tem alguma desculpa, ou é o mercado irracional, às vezes sãos movimentos que não condizem com a realidade (como não condiz com a realidade, se é a realidade que de fato esta caindo rsss) ou que a empresa está passando por dificuldades e eles estão reavaliando os seus objetivos? Nós, Trend Followers só temos uma razão para as perdas, o sistema errou mais que acertou neste período gerando perdas momentâneas. A estratégia segue com a mesma visão, não reavaliamos nada, os mercados seguem tendo tendências, então nossos ganhos vão vir, quando e aonde eu não sei, mas eles vão vir como sempre vieram.

Muitos têm dificuldades de lidar com este tipo de simplicidade, imagina uma pessoa na Bloomberg dizendo: Eu comprei café futuro na BMF devido ao meu sistema ter indicado uma tendência de alta. Mas cadê o motivo ? E os fundamentos? E os estoques? E as safras? Nada disso importa para o Trend Following.

O ser humano tem a tendência natural de querer dar complexidade as coisas simples e acabam deixando complicado o que não é.

Nós sabemos lidar com perdas, seja ela grande, pequena ou médias, longas ou curtas. As perdas fazem parte da nossa vida, um período muito longo sem elas nos deixam desconfortáveis.
Quem não estiver com esta idéia bem instalada na cabeça não está pronto para encarar os mercados de maneira sistemática com os conceitos Trend Followers. Estes são os clientes dos Buy and Holders !

Daniel de Carvalho*
Trader Senior DMCinvest

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009


Sobre o Oriente Médio




É crítica a situação na estreita Faixa de Gaza.Um confronto que já deixou mais de 600 mortos- a maior parte civis - se alastrou e tudo parece não ter fim.
Os confrontos entre árabes e israelenses se tornaram tão cruéis e intensos desde setembro de ano 2000, quando o líder palestino Yasser Arafat organizou um levante a paus e pedras contra os israelenses, a chamada Intifada .A reivindicação dos dois lados é a mesma: a questão da terra.Por um lado,Israel se legitima como o dono intocável daquele território.Alega se Jerusalém sua capital desde os primórdios do patriarca Abrão( que mais tarde passou a ser chamar Abraão).E na outra ponta, temos os palestinos- mas pra falar a verdade, são todos árabes- que dizem ser os verdadeiros e de fato os donos do território que Israel ocupa hoje.Na realidade, Israel ocupa uma extensa área que ultrapassa todos os limites geográficos que conhecemos.Se eu estiver errado, as Colinas de Golan são terras do território egípcio que estão sob o controle do exército de Israel,que foram anexadas no período em que aconteceu a guerra entre os dois países em * 1964 .
Quando ouvir as palavras do embaixador israelense no Brasil, na época, Daniel Gazit, “ o direito de existir pertence a Israel” disse ele .Esse argumento em defesa da autenticidade e legitimidade do povo israelense é reconhecido por organismos supranacionais como a ONU.
Claro que se historicamente Israel tem o direito de ocupar toda aquela terra, é mais do que justo destinar uma parte também para os palestinos,até porque estão despatriados e sem qualquer proteção dos organismos internacionais.O conflito é usado como peça política e religiosa por grupos anti – semitas que jamais irão se conformar com a existência de Israel.Quem acompanha o caso desde a criação de Israel em 1948, sabe que as nações árabes lutam pela destruição de Israel.Para elas, aquele território é e pertence ao projeto árabe, uma alusão de expansão da doutrina muçulmana por toda África e Ásia.

O conflito ganha contornos internacionais quando os EUA lideram uma campanha de combate ao terrorismo e acusam ( de forma acertada) o grupo Hamas e o Hezbolhar de serem os mentores de atentados contra alvos no Ocidente e em Israel.Por isso que o apoio norte-americano causa conflitos, que na maioria dos casos são iniciados por atentados contra Israel.

Não é de hoje que os acordos de paz entre os dois povos são rejeitados.Desde Arafat que se tentam semear a paz e nada acontece.Do lado israelense, Ariel Sharon começou uma política de extermínio do povo palestino( lembre –se do confinamento de Arafat na igreja de Belém – que mais tarde culminou com sua morte) que tem causado a morte de centenas de civis.Não existe diplomacia naquele lugar ou ela já fracassou a muito tempo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

கிரேக் அந்ஹிவ் , டோஸ் எஸ்டாடோஸ் Unidos

Como nesses dias não estou tão a vontade para escrever no Blog devido a vários fatores.O primeiro é que todo dia quando ligo o rádio em busca de reportagens interessantes são bombardeado por notícias sobre a crise, só para nos assustar.Depois o alarmismo da nossa imprensa(Precisamos assistir toda terça feira o Obsevartório da Imprensa com Alberto Dines para aprendermos um pouco)que jura que o Meirelles errou quando deixou a SELIC como está.Estou de saco cheio.Resolvi dá aos leitores a oportunidade de ler a opinião de Greg Mankiw, professor do Departamento de Economia de Harvard, nos EUA.

SEGUE O ENDEDERÇO:
gregmankiw.blogspot.com

É um Blog super interessante!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

எஉ காலேக அல் nãஒ பேர்டே உமா !

De um editorial de hoje de O Estado de S.Paulo (A Petrobrás deve respostas):

O espanto foi justificado, também, pelo fato de a Petrobrás ser uma empresa com ações cotadas no exterior e com acesso fácil, pelo menos até agora, ao mercado financeiro internacional. Em condições normais, não precisaria, portanto, concorrer com empresas nacionais - e, mais que isso, com empresas muito menores - na busca de empréstimos concedidos no mercado interno, especialmente de recursos destinados ao capital de giro, hoje muito escasso e muito caro para a maior parte das companhias.

O editorial, como sempre muito bem escrito, trata da polêmica sobre o empréstimo da Caixa Econômica Federal (CEF) à Petrobrás. Aliás, eu gostei de o Estadão ter escrito "Petrobrás" assim, com acento. Mas vamos ao que interessa. Diz o editorialista que a empresa petrolífera estatal (graças a Deus!) tem "acesso fácil" ao mercado financeiro internacional. E que, "em condições normais", não precisaria portanto "concorrer com empresas nacionais na busca de empréstimos concedidos no mercado interno". Pois eu tenho uma notícia exclusiva para o editorialista do Estadão. É um verdadeiro furo. Eu revelo agora a ele -e talvez ao país- que as condições do mercado financeiro internacional não têm sido "normais" nos últimos tempos. Há uma certa escassez de crédito e a situação das bolsas de valores não é exatamente propícia para operações de capitalização. Talvez o escriba esteja voltando de férias agora e tenha ficado meio desconectado. Mas isso não é problema. Ele pode acessar o excelente site www.estadao.com.br/economia e vai obter ali toda a informação necessária para ficar por dentro de como anda o mundo. É interessante a polêmica sobre o assunto. O que a Petrobrás fez? Como a empresa não deseja (ainda bem!) cortar investimentos, ela foi buscar recursos no mercado para pagar obrigações de curto prazo. E como os bancos privados brasileiros estão sentados cada um na sua pocinha de liquidez, sonegando à sociedade o dinheiro liberado pelo Banco Central, a Petrobrás recorreu ao setor bancário estatal. Parabéns à Petrobrás, por resistir às pressões, por não cortar investimentos. E parabéns à CEF, e ao Banco do Brasil, por ajudarem. Aliás, banco estatal existe para isso mesmo. Mas teve gente que não gostou. Como por exemplo o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Então já sabemos como seria a coisa num eventual governo em que o senador desse as cartas. Sobreveio uma gravíssima crise financeira internacional, com o derretimento do mercado de capitais e o colapso dos mecanismos normais de crédito. Uma empresa estatal de papel estratégico como a Petrobrás precisa de dinheiro para não ter que parar investimentos. Numa situação assim, um eventual governo Tasso, pelo visto, mandaria a Petrobrás se virar com os bancos privados. Para aprender a não ser teimosa. Quem mandou querer investir em época de crise? Melhor seria, segundo essa visão, que a estatal se concentrasse exclusivamente em fazer caixa, ainda que isso pudesse ajudar a empurrar a economia brasileira para a recessão. Sabe como é, em primeiro lugar o acionista de Wall Street, depois o interesse brasileiro. Trata-se de uma visão que hoje em dia não dá mais ibope nem nos Estados Unidos. Onde aliás fica Wall Street. E você, acha o quê? É um bom debate, ainda que sem conseqüências práticas. Se eu bem conheço os presidenciáveis do PSDB (e eu posso dizer que os conheço razoavelmente), se fossem eles no governo teriam feito a mesma coisa. Assim como Ciro Gomes (PSB), conterrâneo e aliado do senador. Todos teriam mandado a CEF e o BB emprestarem o dinheiro para a Petrobrás. Daí por que o debate tem algo de inútil. O empréstimo está feito. E qualquer que seja o próximo governo é bastante provável que o hoje senador Tasso Jereissati vá mandar muito pouco nele. E boa volta ao trabalho ao colega editorialista do Estadão.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O 44º da História Americana


Ricardo Santos -Especial para O Blog


Tenho acompanhado o desfecho das eleições americanas
com atenção especial porque ela se apresenta nesse momento como uma das mais importantes no seu bojo histórico, político e econômico.Para os analistas que tenho lido,ela se configura como um importante passo para o rompimento de uma coligação republica tradicional que insiste em permear o pensamento político americano há décadas.

A Delicada Situação Econômica

O advogado Barack Obama foi eleito o quadragésimo (44º) presidente da história .É um cargo cobiçado por todos os políticos profissionais e experientes daquele país.Mas justamente agora, Obama será provado no “fogo” para reconduzir a economia à estabilidade.E o cenário não é nada favorável.A economia acena com sinais típicos de um período de recessão e o crescimento econômico para o próximo ano será bem menor.Sem falar do que acontece na indústria ,que a cada dia tem sintomas de enfraquecimento e diminuição das atividades .Gigantes como a GM, já anunciam o fechamento de diversos postos de trabalho ,e o número de inadimplentes com suas hipotecas imobiliárias é crescente.O desequilíbrio nas contas do país é enorme ,é a economia que mais consome e que tem o maior déficit em sua balança comercial – a maioria originada nas guerras forjadas pelo republicano Bush – que já chega a $ 1 trilhão de dólares.A China é quem dá uma ajudinha comprando e vendendo mercadorias aos gringos.


Política Externa Unilateral ?

Eu certamente aposto que ela será executada de forma menos intensa, nesses primeiros momentos, diferente dos governos anteriores que a priorizaram. Parece que Obama não tem esse tipo de perfil para relacionar – se com base em uma política , que nos seis últimos anos despertou o ódio e a ira em diversos povos.Basta analisar alguns pontos de sua campanha e lembrar que ele utilizou as palavras “parceiros”, “amigos” para se referir ao bloco de nações aliadas e inimigas.E mais, o que pesa nesse momento da história americana é a política interna que tomará maior parte do tempo da agenda do novo presidente.O estado de alerta contra o terrorismo, bem como o seu combate sempre serão partes substanciais da rotina diária de Obama.Quem jogou o país no terreno da discórdia,sobretudo no Oriente Médio , foi o Bush ,lá no seu rancho no Texas , ele vai continuar com os exageros de sua política externa unilateral .

Barack Obama foi eleito e conseguiu incorporar ao imaginário dos americanos que ele representa a esperança e a mudança. Mais do que um candidato, Obama foi apresentado como um símbolo. Um dos seus grandes ímpetos na campanha foi “Mudanças nós podemos acreditar,” “Sim nós podemos”. Ele não centrou sua campanha na cor de sua pele, pelo contrário, fez questão de afirmar “não há uma América negra e uma América branca, só há os Estados Unidos da América”.

O segue para Obama é um quadro geopolítico instável em diversos pontos. Primeiro a sua própria crise financeira, a questão do Iraque,a iminência de um eventual conflito com os países do chamado eixo do mal e, o mais importante tema que deveria ser relevante – principalmente pelos americanos – que é a questão do aquecimento global.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

No Páreo da Política Americana

O racismo pode ser um empecilho a Obama? *

Laura Smith-Spark
BBC News





Barack Obama pode ser o primeiro presidente negro dos EUA
Duas década atrás, Douglas Wilder viu sua vantagem de 9% nas pesquisas para as eleições ao governo do Estado da Virgínia cair para apenas 0,1% quando os votos foram contados.
Mesmo assim, ele ganhou as eleições, tornando-se o primeiro negro a ser eleito governador de um Estado americano. Mas a vitória apertada fez com que analistas especulassem que ele teria sido uma vítima da hesitação de brancos em votarem em um candidato negro.

Segundo a teoria, alguns eleitores brancos afirmam em pesquisas de opinião que votarão em um candidato negro, mas, na privacidade da urna eleitoral, acabam escolhendo o nome de um branco.

É isto que alguns apoiadores do senador Barack Obama, que concorre à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, temem que aconteça no próximo dia 4 de novembro.

O fenômeno é conhecido como o “Efeito Bradley”.

Tom Bradley era o prefeito afro-americano de Los Angeles quando, concorrendo às eleições para o governo da Califórnia em 1982, viu sua vantagem nas pesquisas pouco antes da votação evaporar, dando a vitória a seus concorrente, o republicano branco George Deukmejian.

Em 1989, no mesmo ano em que Wilder se tornou o governador da Virgínia, David Dinkins foi eleito o primeiro prefeito negro de Nova York, mas também viu uma vantagem de 18 pontos nas pesquisas se tornar apenas 2% no dia da eleição.

Será que o mesmo pode acontecer com Obama?

Charles Henry, um professor da Califórnia que está entre os primeiros a estudarem o “Efeito Bradley”, afirma que Obama precisaria de uma vantagem de dois dígitos nas pesquisas para se sentir confiante sobre sua vitória.

Outros acadêmicos sugerem que uma vantagem entre seis e nove pontos pode ser suficiente. De acordo com a maioria das pesquisas, esta é a vantagem que Obama possui atualmente.

Bradley reverso

Douglas Wilder, hoje prefeito da cidade de Richmond, Virginia, e apoiador de Obama, afirmou à BBC que o racismo não deve ter um impacto tão grande desta vez.

“Terá algum efeito? Sim. Há ainda pessoas que não conseguem dar seu voto a um afro-americano? Sim”.

Mas ele afirma: “A América cresceu, as pessoas cresceram”.


"A América cresceu, as pessoas cresceram", diz Wilder

Apesar disso, polêmicas sobre o racismo nas eleições estão fazendo uma sombra na campanha de Obama.

Rush Limbaugh, apresentador de um popular talk-show conservador já se referiu a Obama como “homenzinho negro”, e um senador republicano já descreveu Obama como “uppity”, palavra inglesa equivalente a “metido” e “presunçoso” em português e que era usada com conotação racista quando se referia a pessoas negras.

Há também notícias de gritos racistas durante comícios recentes de McCain.

Apesar disso, Wilder se mantém otimista sobre as chances de Obama.

“Eu penso que teremos algo como um “Efeito Bradley reverso”, porque acho que há muitos republicanos que não dizem abertamente que votarão em Obama, mas vão”, disse.

Uma pesquisa do psicólogo Anthony Greenwald e da cientista política Bethany Albertson, da Universidade de Washington, sugere que Obama já se beneficiou de um “Efeito Bradley reverso” em 12 Estados durante as primárias do Partido Democrata, enquanto o “Efeito Bradley” propriamente dito só foi notado em três.

Um estudo do pesquisador de Harvard Daniel Hopkins, que analisou 133 eleições para governos de Estados e ao senado entre 1989 e 2006, também não apontou uma grande presença do “Efeito Bradley”.

Pesquisas de opinião ainda apontam que os americanos estão menos relutantes em votarem em um negro do que há algumas décadas.

Um pesquisa do instituto Gallup sugere que 9% dos americanos estão mais suscetíveis a votarem em Obama por causa de sua raça, enquanto apenas 6% dizem que ficam menos dispostos a votarem nele pelo mesmo motivo.

Wilder também acredita que Obama está conseguindo fazer uma política que poderia ser chamada de “pós-racial”.

Ele afirma que, há um ano, ele deu um conselho ao senador, e ele parece ter o seguido.

“Ele nunca menciona a raça por si só. Ele não falou muito sobre a raça, a não ser no discurso sobre a polêmica do pastor Jeremiah Wright, quando fez um trabalho de mestre”, diz Wilder.

domingo, 19 de outubro de 2008

Sobre as Riquezas

Ricardo Santos – Especial para o Blog

Sobre as Riquezas

Diariamente nos jornais do dia o assunto gira em torno do crescimento econômico brasileiro para o ano de 2009.Segundo relatório do dia 06 de outubro do Banco Central , o país deve crescer apenas 3,5%.Isso se deve a fatores externos ,até porque estamos em uma crise grave que derrete os mercados financeiros em efeito sistêmico.Ora , como escrevi dias atrás , a situação dos mercados financeiros reflete a situação econômica real em dado período.Não é só a economia brasileira que vai arcar o ônus da farra de Waal Street , mas o próprio FMI já conta e espalha que a economia mundial terá um retrocesso enorme.Pior para os mais pobres.
Nenhum governo de esquerda ou de direita no Brasil foi capaz de conjugar com êxito todas as políticas macroeconômicas .Os objetivos de elevação do nível de emprego, estabilidade de preço ,estímulo as atividades fundamentais ao crescimento econômico e distribuição de renda não são impossíveis de se realizarem na economia real(entenda-se:empresas,emprego,indústria,etc).Se compararmos o nosso caso com economias desenvolvidas , vamos concluir que foi perfeitamente viável o cumprimento das políticas macroeconômicas citadas.Há períodos em que a economia consegue fazer com que a produção e o consumo sejam elevados.É o chamado período de prosperidade nacional, os investimentos são maiores para aumentar a capacidade produtiva e o desemprego é baixo, é o crescimento econômico.
Tenho aprendido que um dos principais objetivos da macroeconomia é estudar os elementos que determinam o nível de produção , de emprego, entre outros.O indicador usado no Brasil que expressa o valor global de todos os bens e serviços produzidos nos limites geográficos do país é o PIB(Produto Interno Bruto).
Muitos economistas divergem desse conceito,mas ele por si só é um indicador impreciso, a vantagem é que permite dizer qual deveria ser a quantidade média de bens e serviços a disposição de cada brasileiro.Segundo dados do IBGE , no ano de 2002 , o PIB brasileiro alcançou a cifra de $ 1,5 trilhão de reais .Se dividirmos esse valor pelos 173 milhões de habitantes da época , cada cidadão deveria ter naquele ano $ 8,500 reais para suprir suas carências e sustento digno de sua família.É bem verdade que o objetivo de política macroeconômica de distribuição de renda está bem longe de ser alcançado, pois cerca de 110 milhões de brasileiros sobrevivem com pouco mais de um salário mínimo, por mês .
Fui ao encontro da literatura econômica afim de saber qual deveria ser o valor necessário e mínimo para cada habitante da Terra.Eu considerei os valores que o FMI disponibilizou .O PIB Mundial de 2006 corta a casa de $ 48 trilhões de dólares (somente a economia norte americana faturou cerca de 25% desse valor, ou seja $ 12,3 trilhões de dólares .A União Européia , com seus 25 países membros corresponde com cerca de $12,6 trilhões de dólares, já dá pra ter uma noção de como os ianques são poderosos!).Naquele ano , cada cidadão deveria ter para sobreviver cerca de $ 20 mil dólares.Somente nos países desenvolvidos esse valor é possível de ser alcançado.A disparidade é chocante quando fui ler o caso dos países da África.O PIB dos 53 países do continente não chega a ser suficiente para que cada africano desfrute de pelo menos $ 1.000 dólares por ano .Já dar pra ter noção de como a vida por lá é bem mais difícil.